15 minutos
Capa do resumo de Como as Emoções São Feitas

Psicologia · 15 min

Como as Emoções São Feitas

Lisa Feldman Barrett · 2017

Para quem é

Pra você que quer entender de onde vêm os sentimentos e por que dar nome ao que sente ajuda tanto. Serve para quem lida com filhos, equipes ou consigo mesmo e quer uma visão atual, e discutida, da ciência das emoções.

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3 ideias pra levar

1

Para a autora, o mesmo aperto no peito vira suspense no cinema e angústia no corredor do hospital, porque o cérebro escolhe a explicação.

2

O livro argumenta que o cérebro funciona em redes, e por isso a velha briga entre razão e emoção é mais uma imagem do que um retrato.

3

A teoria da emoção construída é contestada por quem defende emoções básicas universais, e o debate segue aberto.

“
Dar um nome mais preciso ao que se sente dá ao cérebro mais opções de resposta do que dizer apenas que está mal.
Uma ideia de Como as Emoções São Feitas, nas palavras do 15 minutos

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A ideia que vira a mesa

Se alguém pergunta onde moram as emoções no cérebro, a resposta popular é que existe um circuito do medo, outro da raiva e outro da alegria, prontos de fábrica e iguais em todo mundo. A psicóloga Lisa Feldman Barrett passou a carreira testando essa ideia e concluiu que ela não resiste aos dados. O livro é a defesa de uma teoria alternativa.

A proposta central é que as emoções não são reações que acontecem em nós, mas construções que o cérebro monta o tempo todo. O medo que você sente no meio de uma discussão não estava esperando num cantinho, pronto a disparar. Foi montado naquele instante, a partir de ingredientes que o cérebro já tinha.

Essa tese tem um nome técnico: teoria da emoção construída. Ela tem consequências práticas, éticas e até jurídicas, e por isso o livro vai da neurociência ao tribunal, passando pela educação das crianças e pelo jeito como falamos de sentimentos.

Por que a impressão digital da emoção não aparece

Durante décadas, laboratórios procuraram uma assinatura única para cada emoção, seja no rosto, no corpo ou numa região do cérebro. Barrett revisou centenas de estudos e viu um padrão incômodo: dentro de uma mesma emoção, há muita variação, e entre emoções diferentes, há muita sobreposição.

Pense em quantas caras diferentes você faz quando está com raiva. Às vezes grita, às vezes cala, às vezes chora de raiva, às vezes sorri de nervoso. Do mesmo jeito, o coração acelera no susto, mas também no amor e na empolgação. Se não há uma marca fixa, é difícil sustentar que exista uma raiva única e universal.

A autora não diz que as emoções são ilusão. Ela diz que a maneira de organizá-las em caixinhas fixas, como seis ou sete emoções básicas, não tem sustento no laboratório. As categorias existem, mas são feitas pelo cérebro e pela cultura, e não encontradas no mundo, como um mineral numa mina.

Cérebro que prevê, em vez de reagir

Uma virada central do livro é a ideia de que o cérebro não fica esperando o mundo bater à porta para responder. Ele passa o tempo todo fazendo previsões baseadas em experiências passadas, e usa os sinais que chegam dos sentidos para corrigir esses palpites.

Quando você sente o cheiro do café da padaria e já sabe o gosto, é predição. Quando alguém levanta a mão rápido e você pisca, é previsão de risco. A cada segundo, o cérebro tenta adivinhar o que vem a seguir e prepara o corpo para isso, gastando energia de forma econômica.

Segundo Barrett, as emoções são o resultado dessas previsões. O cérebro escolhe, entre as experiências que já viveu, a que mais combina com a situação atual, e a usa como molde para sentir. É por isso que a mesma sensação no estômago pode virar medo antes de uma entrevista e alegria antes da formatura.

Faltam 10 seções e o quiz

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Sobre Lisa Feldman Barrett

Lisa Feldman Barrett é psicóloga e neurocientista, professora da Universidade Northeastern, nos Estados Unidos, e pesquisadora ligada ao Hospital Geral de Massachusetts. Dedica a carreira a estudar emoção e cérebro e coordena um laboratório sobre o tema. Escreveu também Sete Lições e Meia sobre o Cérebro, voltado para o grande público.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Cérebro e emoção na prática