Por que o autor revisou a própria teoria
Em 2002, Martin Seligman publicou um livro famoso sobre felicidade, em que defendia que uma vida boa se mede pela satisfação com a vida. Anos depois, em Florescer, ele faz algo raro: diz que aquela teoria estava incompleta e propõe outra. Para um cientista consagrado, é um gesto que merece nota.
O ponto de partida é que 'felicidade' ficou palavra gasta, associada a sorriso e a bom humor. Quando alguém responde a uma pesquisa sobre quão satisfeito está, o que pesa é o humor do dia. Se o sol saiu, a nota sobe, se o time perdeu, desce. Isso não parece uma boa medida de uma vida.
A nova proposta troca felicidade por florescimento: um estado em que a pessoa vai bem em várias áreas ao mesmo tempo. Em vez de uma única medida, o autor oferece uma lista de elementos que se podem escolher, cultivar e medir separadamente.
