O paradoxo de perseguir a felicidade
Russ Harris começa com uma provocação: quanto mais a gente tenta evitar sentimentos ruins e garantir sensações boas, mais infeliz tende a ficar. O livro, publicado em 2007, apresenta a terapia de aceitação e compromisso, a ACT, para um público amplo.
A tese central é que boa parte do sofrimento vem de uma luta contra a própria experiência interna. Brigar com a ansiedade, com a tristeza ou com os pensamentos autocríticos consome energia e muitas vezes piora o quadro, como alguém que se debate em areia movediça.
A proposta não é desistir de se sentir bem, e sim mudar a relação com o que se sente, para poder viver uma vida que importe mesmo quando o humor está ruim.
Um exemplo bem brasileiro é o de quem passa o domingo à noite tentando afastar a angústia da segunda-feira. Quanto mais empurra o sentimento, mais ele cresce, e a pessoa acaba cansada antes mesmo de a semana começar. O livro propõe um caminho diferente para esses momentos.
