15 minutos
Capa do resumo de Liberte-se: Evitando as Armadilhas da Procura da Felicidade

Psicologia · 15 min

Liberte-se: Evitando as Armadilhas da Procura da Felicidade

Russ Harris · 2007

Para quem é

Pra você que vive correndo atrás de se sentir bem o tempo todo e acaba mais ansioso por isso. É uma introdução acessível à terapia de aceitação e compromisso, boa pra leigos e curiosos.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (14 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Segundo o livro, brigar com a ansiedade costuma gastar energia e, em muitos casos, prolongar o incômodo.

2

Para Harris, ver um pensamento como pensamento, e não como fato, cria a distância necessária para escolher o que fazer.

3

A diferença entre valores e metas ajuda: valores seguem disponíveis mesmo quando a meta demora ou falha.

“
A felicidade que se vende na propaganda é uma vitrine, e comparar com ela costuma doer.
Uma ideia de Liberte-se: Evitando as Armadilhas da Procura da Felicidade, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

O paradoxo de perseguir a felicidade

Russ Harris começa com uma provocação: quanto mais a gente tenta evitar sentimentos ruins e garantir sensações boas, mais infeliz tende a ficar. O livro, publicado em 2007, apresenta a terapia de aceitação e compromisso, a ACT, para um público amplo.

A tese central é que boa parte do sofrimento vem de uma luta contra a própria experiência interna. Brigar com a ansiedade, com a tristeza ou com os pensamentos autocríticos consome energia e muitas vezes piora o quadro, como alguém que se debate em areia movediça.

A proposta não é desistir de se sentir bem, e sim mudar a relação com o que se sente, para poder viver uma vida que importe mesmo quando o humor está ruim.

Um exemplo bem brasileiro é o de quem passa o domingo à noite tentando afastar a angústia da segunda-feira. Quanto mais empurra o sentimento, mais ele cresce, e a pessoa acaba cansada antes mesmo de a semana começar. O livro propõe um caminho diferente para esses momentos.

Os mitos sobre felicidade

O autor descreve quatro mitos que alimentam a armadilha. O primeiro é que a felicidade é o estado natural das pessoas. O segundo é que, se você não está feliz, algo está errado com você. O terceiro é que é preciso eliminar os sentimentos negativos para ser feliz. O quarto é que se deve controlar pensamentos e sentimentos para construir uma boa vida.

Esses mitos são reforçados por propagandas, redes sociais e pela autoajuda, que vendem a imagem de uma vida sorridente. Quem olha o feed de amigos e conhecidos tem a impressão de que só a própria vida tem altos e baixos.

Harris propõe uma visão mais realista. Dor, perda, medo e decepção fazem parte de uma vida humana normal, e tentar anulá-los costuma custar caro.

Vale notar o quarto mito. Controlar o que acontece fora, como organizar a agenda ou gastar menos, funciona bem. Já o controle do mundo interno, de pensamentos e emoções, é muito menos confiável. A confusão entre as duas áreas é uma fonte frequente de frustração.

Por que lutar contra sentimentos não funciona

A experiência comum mostra o problema. Quem tenta não pensar em algo acaba pensando mais. Quem se obriga a relaxar fica tenso. Quem tenta dormir depressa pode ficar acordado. O esforço de controle transforma o sentimento em inimigo e o torna mais presente.

O autor usa metáforas para ilustrar. Uma delas é o cabo de guerra com um monstro: puxar a corda com toda a força só aumenta a tensão, e a saída é largar a corda. Outra é a areia movediça, que exige abrir o corpo e deixar de se debater, em vez de lutar.

Nada disso significa resignação. Trata-se de reconhecer que, para sentimentos internos, a tática de combate é menos eficaz que a de abertura, e que a energia economizada pode ir para ações que valem a pena.

Faltam 10 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Liberte-se: Evitando as Armadilhas da Procura da Felicidade e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Perdendo a página?🔖 Marca-páginas a partir de R$ 7

Sobre Russ Harris

Russ Harris é um médico australiano que se tornou terapeuta e formador na terapia de aceitação e compromisso, conhecida pela sigla ACT. Escreveu livros para o público geral e para profissionais, como ACT Made Simple, e dá cursos em vários países. Este livro, de 2007, é seu título mais famoso. Ele ficou conhecido por explicar a ACT com metáforas e exercícios simples.

Explore

Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Ciência da felicidade