15 minutos
Capa do resumo de O Ego e o Id

Psicologia · 15 min

O Ego e o Id

Sigmund Freud · 1923

Para quem é

Pra quem já se perguntou por que faz coisas que sabe que não deveria e depois se pune por isso. O livro é a peça em que Freud reorganiza o mapa da mente em id, ego e superego.

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3 ideias pra levar

1

Quando você inventa uma boa justificativa depois de ter feito o que queria, talvez o ego esteja só assinando uma decisão que já saiu de outro lugar.

2

Parte do que você chama de jeito próprio pode ter vindo de gente que você amou e perdeu, absorvida sem aviso.

3

Sentir culpa sem saber de quê pode ser sinal de uma cobrança interna antiga, e não de um erro recente.

“
Viver é negociar com três patrões ao mesmo tempo: o desejo, a realidade e a cobrança.
Uma ideia de O Ego e o Id, nas palavras do 15 minutos

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Por que Freud redesenhou o próprio mapa

Em 1923, Freud já era famoso e já tinha uma teoria pronta sobre a mente. Mesmo assim, resolveu mexer nela. O Ego e o Id é um texto curto, mas denso, em que ele admite que o primeiro desenho dava conta de menos coisas do que ele precisava explicar. Era hora de uma segunda versão.

O problema vinha da clínica. Pacientes resistiam ao tratamento sem saber que resistiam, sentiam culpa sem lembrar de ter feito nada de errado e repetiam o mesmo sofrimento de formas diferentes. Dividir a mente só entre o que a gente sabe e o que a gente não sabe não explicava isso direito.

A saída foi propor três instâncias que convivem e brigam dentro de cada pessoa. É esse trio, id, ego e superego, que ficou famoso e que até quem nunca leu psicanálise já ouviu falar, geralmente de forma meio distorcida.

Consciente, pré-consciente e inconsciente

O ponto de partida é o velho mapa por camadas. O consciente é o que você percebe agora, como o texto que está lendo. O pré-consciente guarda o que não está na sua cabeça neste instante, mas pode voltar fácil, como o nome do vizinho ou o caminho até o ponto de ônibus.

O inconsciente é a parte que não volta só porque você quer. São desejos, medos e lembranças que ficaram de fora porque incomodavam. Freud defendia que eles continuam agindo, e aparecem disfarçados em sonhos, tropeços na fala, manias e sintomas.

A virada do livro é perceber que esse mapa por camadas não bastava. Parte do que é inconsciente nem é reprimido do jeito clássico, e parte de quem faz a repressão também é inconsciente. Ou seja, o próprio freio da mente trabalha no escuro, e isso pedia uma nova divisão.

O id: o motor que não pergunta nada

O id é o território das pulsões, a energia bruta que vem do corpo. Ele quer descarga, prazer e alívio imediato, sem se importar com horário, dinheiro ou consequência. É o impulso de comer o bolo inteiro de madrugada ou de responder a mensagem do ex às duas da manhã.

Freud o descreve como a parte mais antiga da pessoa, a que já está lá antes de qualquer aprendizado. Ele não conhece tempo, não tem lógica de contradição e não faz distinção entre querer e poder. Tudo nele é urgência.

Isso não faz do id um vilão. Ele é a fonte da energia que move a vida, inclusive o desejo de criar, de amar e de ir atrás do que importa. O problema aparece quando ele governa sozinho, porque o mundo real não funciona por desejo instantâneo.

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Sobre Sigmund Freud

Sigmund Freud nasceu em 1856, em Freiberg, hoje na República Tcheca, e viveu quase toda a vida em Viena, onde se formou em medicina. Criou a psicanálise a partir do trabalho clínico com pacientes que sofriam de sintomas sem causa física aparente. Publicou A Interpretação dos Sonhos em 1900 e, em 1938, deixou a Áustria rumo a Londres, onde morreu em 1939.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Freud e a psicanálise