15 minutos
Capa do resumo de O Futuro de uma Ilusão

Psicologia · 15 min

O Futuro de uma Ilusão

Sigmund Freud · 1927

Para quem é

Pra quem quer entender como Freud explicava a origem psicológica da religião, concordando ou não com ele. Serve tanto para o crente curioso quanto para o cético, desde que aceite ler uma tese que mexe com convicções profundas.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (14 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Consolo e verdade são coisas diferentes: uma ideia pode aliviar muito e continuar sem prova, e uma ideia verdadeira pode doer.

2

Se uma regra só é cumprida por medo de quem vigia, ela some quando a vigilância some.

3

Para o autor, o amadurecimento é aceitar o mundo sem pai protetor, uma tese que muita gente de fé e de ciência discute.

“
Prometer ao santo que o concurso vai dar certo é a velha negociação da criança que jura se comportar para ganhar o presente.
Uma ideia de O Futuro de uma Ilusão, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Um ensaio curto com um alvo grande

O Futuro de uma Ilusão saiu em 1927 e é um dos textos mais diretos de Freud. Em poucas páginas, ele tenta responder a uma pergunta que muita gente evita: de onde vêm as ideias religiosas e por que tanta gente as aceita? Ele não discute se Deus existe pela via da filosofia. Discute por que as pessoas acreditam.

O livro tem forma de conversa. Freud inventa um interlocutor imaginário, que faz objeções e defende a fé, e responde a cada uma delas. Isso dá ao texto um tom de debate de mesa de bar bem informado, com perguntas incômodas e respostas sem rodeio.

Vale ter em mente desde o início: o argumento é psicológico, não científico no sentido de experimentos. Freud usa a psicanálise para propor uma explicação e, depois, tira dela uma conclusão sobre o valor das crenças. É nessa passagem que mora a maior parte da polêmica.

A civilização cobra um preço

O ponto de partida é a civilização. Para viver em grupo, as pessoas precisam abrir mão de desejos fortes, como agredir, se apropriar do que é do outro ou satisfazer qualquer impulso no momento em que ele aparece. Leis, polícia, escola e família existem em parte para segurar esses impulsos.

Freud observa que muita gente sente essa renúncia como um peso. Quem trabalha de segunda a sábado para pagar o aluguel e ainda vê outros fazendo o que querem sem consequência sente raiva da regra. A civilização precisa então de meios para tornar o sacrifício mais suportável.

Esses meios são dois: a coerção, que obriga, e as compensações, que fazem a renúncia valer a pena. A religião entra aí como uma das principais compensações, ao oferecer sentido e consolo para quem abre mão de tanta coisa.

A natureza, o destino e o desamparo

Além da renúncia, existe outro sofrimento que nenhuma lei resolve: a natureza. Terremoto, enchente, doença, velhice e morte lembram o ser humano de que ele é pequeno diante de forças que não controla. Quem já viu uma casa levada por uma enchente conhece o sentimento.

Freud sustenta que essa sensação de desamparo reativa na vida adulta algo que todo mundo viveu na infância. A criança é frágil, depende do pai e da mãe para sobreviver e vê neles figuras enormes e protetoras. Quando cresce, descobre que a proteção dos pais é limitada.

É nesse ponto que, segundo ele, a mente cria um recurso notável: transformar as forças da natureza em seres com vontade e depois em um pai poderoso que cuida de tudo. Se o mundo é cheio de ameaças, ao menos é governado por alguém que se importa.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de O Futuro de uma Ilusão e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Vai ouvir o resumo?🎧 Fone sem fio a partir de R$ 20

Sobre Sigmund Freud

Sigmund Freud nasceu em 1856, em Freiberg, hoje na República Tcheca, e se formou em medicina em Viena, cidade onde viveu por quase toda a vida. Foi o criador da psicanálise e publicou A Interpretação dos Sonhos em 1900. Era de família judaica, mas se declarava sem religião. Em 1938, com a anexação da Áustria pela Alemanha nazista, mudou-se para Londres, onde morreu em 1939.

Explore

Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Freud e a psicanálise