Um livro que mistura consultório e antropologia
Totem e Tabu saiu em 1913 e é um dos textos mais ousados de Freud. Em vez de falar de pacientes em Viena, ele olha para povos que os europeus da época chamavam de primitivos e tenta explicar, com as ideias da psicanálise, de onde vêm as proibições, a religião e a moral.
O livro tem quatro ensaios. Os dois primeiros tratam do horror ao incesto e do tabu. O terceiro fala de magia e do que Freud chamava de onipotência dos pensamentos. O quarto, o mais famoso, apresenta a história do crime original e do totem.
A ideia de fundo é que a mente de quem vive nessas sociedades funciona como um espelho aumentado da mente de uma criança ou de um neurótico. Hoje essa comparação soa problemática, e vamos voltar a ela na crítica. Por enquanto, vale entender o raciocínio dele.
