15 minutos
Capa do resumo de Obediência à Autoridade

Psicologia · 15 min

Obediência à Autoridade

Stanley Milgram · 1974

Para quem é

Pra você que quer entender por que gente comum cumpre ordens que sabe serem erradas, no trabalho, em grupos ou na vida pública. Serve também a quem lidera equipes e quer criar um ambiente em que dizer não seja possível.

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3 ideias pra levar

1

Ninguém é convidado a cometer o ato extremo de uma vez: o caminho é feito de pequenos passos, cada um só um pouco pior que o anterior.

2

Para Milgram, quem se vê como agente de uma ordem alheia troca a pergunta 'isso é certo?' pela pergunta 'estou fazendo direito o que mandaram?'.

3

Antes do estudo, especialistas previram que quase ninguém iria até o fim, e esse erro de previsão mostra o quanto subestimamos a pressão da situação.

“
Basta uma voz dizendo não numa sala cheia de gente calada para o ambiente inteiro mudar de rumo.
Uma ideia de Obediência à Autoridade, nas palavras do 15 minutos

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A pergunta que incomodava

Depois da Segunda Guerra, o mundo olhou para os crimes do nazismo e se perguntou: como tanta gente comum participou de tanta barbaridade? A explicação confortável era que os alemães tinham um defeito de caráter. Stanley Milgram, jovem psicólogo, desconfiou da resposta fácil e quis testar em laboratório até onde alguém comum vai quando recebe uma ordem.

A pergunta é desconfortável porque mexe com a imagem que temos de nós mesmos. Quase todo mundo acha que, no lugar dos outros, teria dito não. Milgram queria saber se essa certeza se sustenta quando a pressão é real, e não apenas imaginada numa conversa de bar.

O livro de 1974 reúne anos de experimentos e a interpretação do autor. Não é sobre nazismo em si, mas sobre um mecanismo humano que aparece em escritórios, quartéis, igrejas, hospitais e famílias.

Como o experimento foi montado

Em 1961, na Universidade Yale, pessoas respondiam a um anúncio de jornal para participar de um estudo sobre memória e aprendizagem, mediante pagamento. Ao chegar, cada voluntário recebia o papel de professor. Um outro participante, na verdade um ator contratado, ficava com o papel de aluno.

O aluno era amarrado a uma cadeira em outra sala, e o professor ia até uma máquina com uma fileira de interruptores, de choques leves a muito fortes, com rótulos que chegavam a 450 volts e a palavra perigo. A cada erro do aluno, o professor devia aplicar o choque seguinte, subindo de quinze em quinze volts.

Os choques eram falsos, mas o professor não sabia. Ouvia gemidos, reclamações, pedidos de parar e, nas voltagens altas, silêncio. A estrutura em degraus é central: ninguém é convidado a cometer o ato extremo de uma vez, mas a dar apenas um passo além do anterior.

As frases do homem de jaleco

Ao lado do professor ficava um experimentador de jaleco cinza, calmo e sem emoção. Quando o voluntário hesitava, ele respondia com pedidos padronizados e firmes, em ordem crescente: continue, o experimento exige que continue, é essencial que continue, e você não tem escolha. Não havia ameaça nem gritaria.

Repare que a autoridade era discreta. Não havia arma nem punição. Havia apenas um ambiente científico, um homem de aparência profissional e a expectativa de que um bom participante cumpre o combinado. É a mesma lógica do funcionário que recebe 'por favor, faça assim' de um supervisor e acha difícil recusar.

Se o voluntário insistia em parar depois de quatro pedidos, o experimento era encerrado. Ou seja, o voluntário sempre podia sair. A pergunta era quantos o fariam.

Faltam 12 seções e o quiz

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Sobre Stanley Milgram

Stanley Milgram nasceu em Nova York em 1933, filho de imigrantes judeus, e doutorou-se em psicologia social em Harvard. Foi professor em Yale e depois na Universidade da Cidade de Nova York, onde ficou até morrer, em 1984. Além dos experimentos de obediência, é conhecido pelo estudo do mundo pequeno, que originou a ideia dos seis graus de separação. Obediência à Autoridade foi publicado em 1974.

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Categoria:
Psicologia
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