Um livro que enxerga a vida como uma estrada com paradas obrigatórias
Quando Erikson publicou este livro, em 1950, boa parte da psicanálise olhava para a infância como o lugar onde tudo se decide. Ele concordava que os primeiros anos pesam muito, mas discordava de que o resto da vida fosse só repetição. Para ele, a pessoa continua se formando até a velhice.
A grande novidade é juntar duas lentes que costumavam andar separadas: o que acontece dentro da cabeça da criança e o que acontece em volta dela, na família, na vizinhança, no país. Por isso o termo psicossocial aparece o tempo todo. Ninguém cresce no vácuo, e nenhuma sociedade sobrevive sem criar filhos.
O resultado é um mapa de oito fases, cada uma com uma pergunta central. Pense nesse mapa como as paradas de uma viagem de ônibus longa: dá pra seguir viagem mesmo sem ter comido bem na parada anterior, mas a fome aparece mais adiante.
