15 minutos
Capa do resumo de Inveja e Gratidão

Psicologia · 15 min

Inveja e Gratidão

Melanie Klein · 1957

Para quem é

Pra você que quer entender por que a gente às vezes sente raiva justamente de quem tem algo bom, e como a capacidade de agradecer se forma lá no começo da vida. É um livro de psicanálise, mais indicado pra quem já tem alguma familiaridade com o tema ou curiosidade de sobra.

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3 ideias pra levar

1

Segundo a autora, inveja é diferente de ciúme: o ciúme disputa o amor com um rival, a inveja ataca a própria fonte do bem.

2

Para o livro, a idealização exagerada de alguém costuma ser proteção contra o ódio escondido, e por isso desaba na primeira falha.

3

Reconhecer a inveja não a elimina, mas pode transformá-la em informação sobre o que a pessoa de fato deseja.

“
Quando uma ajuda boa incomoda, pode haver ali mais vergonha do que ingratidão.
Uma ideia de Inveja e Gratidão, nas palavras do 15 minutos

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Um livro curto sobre dois sentimentos enormes

Inveja e Gratidão é um dos últimos textos de Melanie Klein, publicado em 1957, quando ela já tinha décadas de clínica e de polêmicas nas costas. Em poucas páginas, ela tenta reunir uma tese sobre as raízes mais antigas de dois sentimentos que moldam as relações humanas.

A ideia central é que a inveja e a gratidão nascem muito cedo, na relação do bebê com quem o alimenta. Dependendo do peso de cada uma, a pessoa terá mais ou menos facilidade de desfrutar o que a vida oferece e de se relacionar sem rancor escondido.

É um texto de teoria, escrito para colegas, com vocabulário técnico. Neste resumo, a linguagem foi traduzida para o cotidiano, mas as ideias são do livro e da tradição que ele representa, não fatos medidos em laboratório.

O que a autora chama de inveja

Para Klein, inveja não é só querer o que o outro tem. É o impulso de estragar justamente aquilo que é bom, porque o bom desperta a dor de não ser nosso. Quem sente inveja pode até desejar que o outro perca o que conquistou, mesmo sem ganhar nada com isso.

Pense num colega de trabalho que começa a diminuir o sucesso de outro, com comentários venenosos, ou na vizinha que critica a obra da casa nova com cara de quem se alegra. Em ambos os casos, o prazer do outro incomoda mais do que a própria falta.

A autora faz questão de separar esse sentimento de outros parecidos. Inveja é diferente de ciúme e de voracidade, e entender as diferenças ajuda a ver o que ela quer dizer com as raízes mais profundas.

Inveja, ciúme e voracidade não são a mesma coisa

A voracidade é o desejo de esvaziar e consumir tudo de uma fonte, sem se importar com o que sobra. É a pessoa que enche o prato no rodízio até passar mal, ou que suga a energia de quem cuida dela sem perceber que esgota o outro.

O ciúme envolve pelo menos três pessoas. Alguém quer o amor que acredita pertencer a si e teme perdê-lo para um rival, como o irmão mais velho diante do recém-nascido. Nele há medo de perda, e a raiva se dirige ao rival.

A inveja, em contraste, é uma relação de dois: eu e aquilo que é bom. Ela ataca a própria fonte do bem. Por isso, segundo a autora, é mais destrutiva, já que pode deteriorar até o que a pessoa mais precisa.

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Sobre Melanie Klein

Melanie Klein nasceu em Viena em 1882 e fez sua formação psicanalítica em Budapeste e Berlim, trabalhando de perto com crianças. Mudou-se para Londres em 1926, onde se tornou uma das figuras mais influentes e discutidas da psicanálise inglesa. Desenvolveu técnicas de análise de crianças baseadas no brincar e ideias sobre as fantasias do bebê. Morreu em 1960, três anos depois de publicar este livro.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
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