15 minutos
Capa do resumo de Aprenda a Ser Otimista

Psicologia · 15 min

Aprenda a Ser Otimista

Martin E. P. Seligman · 1990

Para quem é

Pra você que desanima fácil depois de um fracasso e quer entender por que algumas pessoas se levantam mais rápido. É um livro de psicologia aplicada, com exercícios práticos, escrito por um dos nomes mais conhecidos da área.

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3 ideias pra levar

1

Desistir pode ser aprendido depois de muitos fracassos sem saída, e o que se aprende pode ser reaprendido.

2

Pôr toda a culpa em si ou toda no mundo são formas de fugir da pergunta que importa: o que dessa situação é meu e o que não é?

3

Crianças aprendem a explicar o fracasso ouvindo como os adultos explicam os seus, e isso pesa mais do que o discurso de incentivo.

“
Dizer 'hoje foi um dia ruim' e dizer 'minha vida é ruim' são frases de tamanhos muito diferentes, e a segunda raramente passa numa checagem.
Uma ideia de Aprenda a Ser Otimista, nas palavras do 15 minutos

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O experimento que começou tudo

Nos anos 1960, o jovem pesquisador Martin Seligman estudava aprendizagem em laboratório quando topou com um resultado estranho. Cães que tinham recebido choques leves sem poder fazer nada para evitá-los, depois, numa situação em que bastava pular uma barreira para escapar, ficavam parados, deitados, aceitando o choque.

Os cães que não tinham passado pela primeira fase pulavam logo. Os outros pareciam ter aprendido que nada do que fizessem adiantava. Seligman chamou o fenômeno de desamparo aprendido, e achou que podia ser a chave para entender por que algumas pessoas desistem diante de dificuldades que outras enfrentam.

Livro e teoria nasceram dessa pergunta. Se o desamparo é aprendido, talvez também possa ser desaprendido. E, se algumas pessoas resistem melhor do que outras, é preciso descobrir o que elas fazem de diferente por dentro.

Quando desistir se aprende

Em seres humanos, o equivalente aparece em quem passa por fracassos repetidos, empregos em que nada do esforço é reconhecido ou relações em que cada tentativa de ajudar dá errado. Com o tempo, a pessoa para de tentar, mesmo quando as condições mudam e agora seria possível.

Pense em alguém que mandou duzentos currículos e ouviu silêncio. No duzentos e um, ele nem prepara a carta de apresentação. Não é preguiça, é a lição aprendida de que nada adianta. O livro mostra que a pessoa não costuma desistir só pelo golpe, mas pela explicação que dá a ele.

Seligman viu que algumas pessoas, submetidas ao mesmo tipo de golpe, não se desmontavam. A diferença estava no que diziam para si mesmas depois do tombo. A esse padrão ele dedicou o centro do livro.

O estilo explicativo: sua história sobre os fatos

Todo mundo conta para si mesmo uma história sobre por que as coisas acontecem. Seligman chama de estilo explicativo o jeito habitual de fazer isso, e afirma que ele é mais importante do que o otimismo de propaganda, aquele do 'pense positivo'. O que importa é a explicação que se dá às más notícias.

Dois colegas levam bronca na mesma reunião. Um pensa 'o chefe estava de mau humor hoje'. O outro pensa 'sou um incompetente e sempre vou ser'. O fato é o mesmo; a história, não. E é a história que decide se amanhã a pessoa levanta cedo ou fica na cama.

O livro apresenta três dimensões para descrever essa história: permanência, abrangência e personalização. Elas formam a espinha dorsal do método e valem a pena ser entendidas uma a uma.

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Sobre Martin E. P. Seligman

Martin Seligman é um psicólogo americano, nascido em 1942, professor da Universidade da Pensilvânia. Ficou conhecido nos anos 1960 e 1970 pelo trabalho sobre desamparo aprendido e depois pelo estudo do otimismo. Foi presidente da Associação Americana de Psicologia em 1998 e ajudou a fundar a chamada psicologia positiva. Aprenda a Ser Otimista saiu em 1990.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
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