15 minutos
Capa do resumo de Corpo Ativo, Mente Desperta

Saúde · 15 min

Corpo Ativo, Mente Desperta

John Ratey · 2008

Para quem é

Pra quem passa o dia sentado, sente a cabeça pesada depois do expediente e desconfia que uma caminhada rápida faz mais diferença do que parece. Corpo Ativo, Mente Desperta é pra quem quer entender, com explicação de cérebro, por que mexer o corpo ajuda a pensar melhor.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 7 dias grátis • depois R$ 2,99/mês

🎧 Grátis aqui no site

Ouça o resumo completo (16 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

Em Naperville, colocar aula de educação física logo cedo veio junto com notas melhores nos testes internacionais, segundo o relato do livro sobre aquele distrito escolar.

2

Para Ratey, a ansiedade deixa o corpo em alerta mesmo parado na cadeira, e o exercício dá a esse alerta um destino físico, sem substituir tratamento quando ele é necessário.

3

Para o autor, o segredo não está em treinar pesado todo dia, mas em variar entre exercício aeróbico, dias mais intensos, força e atividades de habilidade ao longo da semana.

“
Para o autor, cada sessão de exercício funciona como um adubo que o cérebro espalha sobre si mesmo, deixando os neurônios mais prontos pra crescer novas conexões.
Uma ideia de Corpo Ativo, Mente Desperta, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

O experimento de Naperville: aula de educação física antes da prova

Em Naperville, cidade do estado de Illinois, nos Estados Unidos, um professor de educação física chamado Phil Lawler resolveu trocar o time de queimada e o apito de sempre por um programa diferente. Os alunos passaram a fazer uma aula de exercício aeróbico puxado logo na primeira hora do dia, antes das matérias mais difíceis, cada um usando um monitor cardíaco preso no peito pra garantir que estava mesmo suando, não só correndo de mentirinha atrás da bola.

O resultado que o livro conta é chamativo: nos anos seguintes, os alunos daquele distrito escolar apareceram entre os primeiros do mundo em provas internacionais de ciência e matemática, na frente até de países conhecidos pela educação forte. A ideia por trás não era transformar aluno em atleta, era usar o exercício pra deixar o cérebro mais pronto pra prestar atenção na aula seguinte.

Ratey usa Naperville como porta de entrada pro argumento central do livro: o corpo e a mente não são duas caixas separadas, uma cuidando de músculo e outra de pensamento. Pra ele, mexer o corpo de manhã é também, de um jeito bem concreto, preparar o cérebro pra aprender.

O cérebro não é uma peça fixa, é algo que se refaz o tempo todo

Por muito tempo, a ideia predominante era que o cérebro adulto vinha pronto de fábrica e só perdia peça com o passar dos anos, sem ganhar nada de novo. O livro apresenta uma visão diferente, baseada em pesquisas de neurociência: o cérebro continua se remodelando durante toda a vida, criando células e conexões novas em algumas regiões.

Esse processo tem nome: neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de mudar sua própria estrutura em resposta ao que a pessoa vive e faz, criando sinapses novas entre neurônios. Aprender um idioma novo, treinar um instrumento ou decorar o caminho de ônibus até o trabalho deixa marca física no cérebro, não é força de expressão.

O que o livro defende é que o exercício físico é um dos gatilhos mais fortes pra esse tipo de mudança. Não é só uma metáfora bonita: o cérebro que se mexe reage de um jeito mensurável diferente do cérebro que passa o dia parado numa cadeira.

BDNF: o adubo que o exercício joga sobre o cérebro

O nome complicado é fator neurotrófico derivado do cérebro, ou BDNF na sigla em inglês, uma proteína que o próprio corpo produz e que ajuda os neurônios a crescerem, se conectarem uns aos outros e sobreviverem por mais tempo. Ratey gosta de comparar o BDNF a um adubo: ele não planta a semente sozinho, mas deixa o terreno mais fértil pra ela crescer.

Boa parte dos estudos que sustentam essa ideia foi feita com ratos correndo em rodinha de laboratório, não com seres humanos numa esteira de academia. Os ratos que corriam bastante produziam mais BDNF e mostravam mais crescimento de células novas no hipocampo, a região do cérebro ligada à memória e ao aprendizado.

A aposta de Ratey é que o mesmo mecanismo, em menor escala, vale pra gente. Segundo o livro, uma corrida ou uma caminhada rápida solta BDNF no cérebro humano também, deixando o terreno mais fértil pra memória funcionar melhor nas horas seguintes.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Corpo Ativo, Mente Desperta e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Quer o livro inteiro?

Se o resumo te pegou, vale ler Corpo Ativo, Mente Desperta completo.

Comprar o livro completo na Amazon

Como Associado da Amazon, o 15 minutos recebe por compras qualificadas.

Sobre John Ratey

John J. Ratey é psiquiatra americano e professor clínico associado de psiquiatria na Harvard Medical School. É coautor, com Edward Hallowell, do livro Tendência à Distração, uma referência sobre TDAH. Corpo Ativo, Mente Desperta foi escrito com o jornalista Eric Hagerman e reúne pesquisas de neurociência sobre os efeitos do exercício no cérebro.

Explore

Categoria:
Saúde