15 minutos
Capa do resumo de O Poder do Mito

Psicologia · 15 min

O Poder do Mito

Joseph Campbell e Bill Moyers · 1988

Para quem é

Pra você que gosta de filmes, novelas e histórias de família e quer entender por que elas mexem tanto com a gente. O livro é uma conversa sobre mitos e sobre como eles ainda ajudam a dar sentido à vida.

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3 ideias pra levar

1

Seguir o que dá vida não é largar tudo: é testar, em passos pequenos, o que faz você querer acordar.

2

Para o livro, casamento é menos um acordo entre duas pessoas e mais um compromisso com a relação, que vira uma terceira coisa a ser cuidada.

3

Uma história que só informa não muda ninguém; a que dá sentido e orienta é a que atravessa gerações.

“
Para Campbell, mito não é mentira, e sim a história que carrega uma verdade que os fatos sozinhos não alcançam.
Uma ideia de O Poder do Mito, nas palavras do 15 minutos

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Uma conversa que virou livro

O Poder do Mito nasceu de uma série de entrevistas entre o mitólogo americano Joseph Campbell e o jornalista Bill Moyers, gravadas em 1985 e 1986, em boa parte no rancho do cineasta George Lucas. Campbell tinha mais de oitenta anos e uma vida de estudo de religiões e histórias do mundo. Morreu em 1987, antes de ver a série ir ao ar na TV pública americana, em 1988.

O livro organiza essas conversas em capítulos como o mundo moderno e os mitos, a jornada interior, os primeiros contadores de história, a aventura do herói e as máscaras da eternidade. Moyers faz as perguntas de quem quer entender, e Campbell responde com histórias da Índia, da Grécia, dos indígenas americanos, da Bíblia e do cinema.

Por ser conversa, o tom é leve e cheio de exemplos, mas as ideias são grandes. O fio condutor é simples: os mitos são histórias que as sociedades contam para dar sentido à vida, e ainda precisamos delas hoje.

Mito não é mentira

Na linguagem do dia a dia, dizer que algo é um mito quer dizer que é falso. Campbell inverte: para ele, mito é uma história que carrega uma verdade que os fatos sozinhos não conseguem carregar. Pouco importa se a Iara, a sereia dos rios, existiu. Importa o que ela diz sobre o fascínio e o perigo, e sobre o medo do que nos atrai.

As histórias sagradas, defende ele, devem ser lidas como metáforas, e não como notícias. Quando alguém discute se o mar se abriu mesmo, perde a chave: o relato fala de uma travessia, de sair da escravidão e atravessar um medo. O erro, afirma, é tomar a metáfora como fato e deixar de ouvir o recado.

Isso mexe com as pessoas. Quem tem uma fé tradicional pode se sentir incomodado, e é importante respeitar essa leitura. O ponto prático é outro: toda cultura tem histórias que moldam o que se considera bom, bonito e possível, e conhecer essas histórias é conhecer a si mesmo. O Brasil tem muitas, de origem indígena, africana, portuguesa e sertaneja.

As quatro funções do mito

Campbell resume o que os mitos fazem em quatro funções. A primeira é a mística: despertar o espanto diante do mistério de existir, aquela sensação de que o mundo é maior do que o que a gente entende.

A segunda é a cosmológica, que oferece uma imagem do universo, de onde viemos e onde estamos. Hoje essa imagem vem sobretudo da ciência, e Campbell vê isso sem drama, desde que a ciência não elimine o espanto. A terceira é a sociológica: sustentar uma ordem social, com regras sobre o que é certo, quem manda e quem casa com quem.

A quarta, a mais próxima da vida de cada um, é a pedagógica: ensinar como viver uma vida humana em qualquer circunstância, da infância à velhice, da doença à festa. É a função que mais interessa a Campbell no mundo moderno, porque é a que costuma faltar quando as velhas histórias perdem a força.

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Sobre Joseph Campbell e Bill Moyers

Joseph Campbell nasceu em 1904 nos Estados Unidos e morreu em 1987. Foi professor de literatura no Sarah Lawrence College por quase quatro décadas e estudou mitologia e religiões comparadas. Seu livro O Herói de Mil Faces, de 1949, tornou-se um clássico sobre o padrão da jornada do herói. Bill Moyers, nascido em 1934, é jornalista americano e conduziu as entrevistas da série da TV pública.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Jung, mitos e símbolos