Sete histórias de gente real
Em 1995, o neurologista Oliver Sacks publicou sete relatos clínicos escritos como pequenos contos. Cada um mostra uma pessoa cujo cérebro funciona de um jeito incomum, por acidente, doença ou condição de nascença. O título vem de uma frase de uma das personagens, que descreveu assim a sensação de tentar entender os sentimentos dos outros: como se fosse uma visitante de outro planeta.
O livro não é manual de neurologia nem catálogo de doenças. O interesse de Sacks está numa pergunta simples: como é ser essa pessoa? Ele visitou casas, oficinas e fazendas, conversou por meses e até por anos, e escreveu como quem conta uma vida, não como quem preenche uma ficha.
Pense num médico que, em vez de olhar só o exame, vai tomar um café na casa do paciente pra ver como ele vive. É esse o clima. Por isso a leitura rende até pra quem nunca abriu um livro de ciência.
