15 minutos
Capa do resumo de A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo

Psicologia · 15 min

A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo

Karen Horney · 1937

Para quem é

Pra quem vive tentando agradar todo mundo, bater metas sem parar ou se sentir sozinho no meio da multidão, e quer entender como a cultura competitiva mexe com a cabeça. Serve pra quem busca uma visão da psicanálise menos presa a instintos e mais atenta à sociedade.

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3 ideias pra levar

1

Querer agradar todo mundo costuma esconder o medo de ser abandonado, e o afeto vira moeda de sobrevivência.

2

A raiva que a gente engole não some: volta como ironia, perfeccionismo ou gentileza em excesso.

3

Para a autora, a cultura competitiva produz contradições que as pessoas absorvem sem perceber, tese que ainda pede mais pesquisa.

“
Sucesso que nunca acalma o medo é só mais um jeito de correr.
Uma ideia de A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo, nas palavras do 15 minutos

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Uma psicanalista que olhou para a cultura

A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo saiu em 1937 e foi um dos primeiros livros de psicanálise a tocar o grande público norte-americano. Karen Horney não escrevia para especialistas apenas. Queria mostrar que os problemas emocionais de seus pacientes tinham a ver com a sociedade em que viviam.

Isso a distingue de Freud. Para ele, os conflitos nasciam sobretudo de instintos e de fases da infância. Horney acreditava que o ambiente cultural e as relações familiares pesavam mais, e que o que se chamava de neurose era, em boa parte, a reação a um mundo competitivo e hostil.

O livro, portanto, tenta descrever a pessoa neurótica de seu tempo, nos Estados Unidos dos anos 1930, e propor uma explicação social e psicológica. Muito do que ela descreve soa familiar a quem vive hoje em grandes cidades brasileiras.

O que é neurose, no fim das contas

Horney começa por uma definição de neurose que foge do exagero. Para ela, neurose não é loucura nem fraqueza, e sim um modo de lidar com a vida que se tornou rígido e limitador. Todos têm medos e inseguranças, mas o neurótico fica preso a reações automáticas.

Dois sinais marcam o quadro. O primeiro é a rigidez: a pessoa reage sempre do mesmo jeito, mesmo quando a situação pede outra coisa. O segundo é a distância entre o que a pessoa poderia fazer e o que realmente consegue, como o profissional talentoso que trava toda vez que precisa se expor.

A palavra neurose, hoje, é pouco usada em diagnósticos formais, e o livro deve ser lido nesse contexto. Mas a descrição de um padrão rígido e repetitivo, que atrapalha a vida, continua a fazer sentido para quem se reconhece nele.

A ansiedade básica

O conceito central do livro é a ansiedade básica. Horney a define como a sensação de estar isolado e indefeso em um mundo potencialmente hostil. Ela nasce na infância, quando a criança não se sente amada nem segura, seja por rejeição, seja por superproteção ou instabilidade em casa.

Não é preciso grandes tragédias. Pais que prometem e não cumprem, que humilham em público, que cobram desempenho em troca de carinho ou que brigam o tempo todo já criam um terreno de insegurança. A criança aprende que o mundo não é confiável e desenvolve estratégias para se proteger.

Essas estratégias vão ficando automáticas, e na vida adulta funcionam como um piloto invisível. A pessoa não escolhe conscientemente ser dependente, agressiva ou retraída. Ela apenas faz o que aprendeu a fazer para se sentir menos ameaçada.

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Sobre Karen Horney

Karen Horney nasceu em 1885, em Hamburgo, na Alemanha, e se formou em medicina em Berlim, onde trabalhou como psicanalista. Em 1932 mudou-se para os Estados Unidos, atuou em Chicago e depois em Nova York, e passou a criticar pontos da teoria de Freud, sobretudo na visão da psicologia feminina. Publicou A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo em 1937 e morreu em 1952, em Nova York.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
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