Uma psicanalista que olhou para a cultura
A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo saiu em 1937 e foi um dos primeiros livros de psicanálise a tocar o grande público norte-americano. Karen Horney não escrevia para especialistas apenas. Queria mostrar que os problemas emocionais de seus pacientes tinham a ver com a sociedade em que viviam.
Isso a distingue de Freud. Para ele, os conflitos nasciam sobretudo de instintos e de fases da infância. Horney acreditava que o ambiente cultural e as relações familiares pesavam mais, e que o que se chamava de neurose era, em boa parte, a reação a um mundo competitivo e hostil.
O livro, portanto, tenta descrever a pessoa neurótica de seu tempo, nos Estados Unidos dos anos 1930, e propor uma explicação social e psicológica. Muito do que ela descreve soa familiar a quem vive hoje em grandes cidades brasileiras.
