A raiva é um sinal, não um defeito
Muita gente cresce aprendendo que raiva é feia, perigosa ou coisa de gente mal-educada. Em especial as mulheres, que recebem a mensagem de que devem ser pacientes, compreensivas e sempre agradáveis. A psicóloga Harriet Lerner abre o livro com uma proposta contrária: a raiva é um sinal, como a luz do painel do carro, e ignorá-la não faz o problema sumir.
O que ela quer dizer é que a raiva avisa que algo está errado. Pode ser que seus direitos estejam sendo violados, que suas necessidades não estejam sendo atendidas, ou que você esteja se anulando para agradar. Escutar o sinal é o primeiro passo para decidir o que fazer.
Isso não significa descontar na primeira pessoa que aparecer. O livro separa sentir a raiva de agir de qualquer jeito. Sentir é legítimo e útil. A questão é o que fazemos com ela: engolir, explodir, culpar, fugir ou usá-la para clarear o que importa.
