15 minutos
Capa do resumo de A Ciência da Felicidade

Psicologia · 15 min

A Ciência da Felicidade

Sonja Lyubomirsky · 2007

Para quem é

Pra você que quer saber o que a pesquisa diz sobre ficar mais feliz, sem receitas mágicas, e procura hábitos simples para testar na rotina. Serve também a quem desconfia de autoajuda e prefere ver os estudos por trás.

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3 ideias pra levar

1

Segundo a autora, não existe prática única que sirva a todos: o que funciona é a que combina com o seu jeito.

2

Gestos gentis concentrados num só dia, segundo os estudos citados, pareceram render mais do que os mesmos gestos espalhados pela semana.

3

Para a autora, mudanças de vida pesam menos na felicidade do que se imagina, porque a gente se acostuma depressa com o que consegue.

“
Anotar o que funcionou na semana, com detalhes, devolve brilho a coisas boas que o costume apagou.
Uma ideia de A Ciência da Felicidade, nas palavras do 15 minutos

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Será que dá para ficar mais feliz?

Sonja Lyubomirsky começa com uma pergunta que muita gente já fez no meio da fila do banco ou do ônibus lotado: felicidade é coisa de nascença, ou dá para treinar? Se for sorte genética, só resta aceitar o que veio de fábrica. Se for treino, vale a pena tentar.

O livro, de 2007, tenta responder com pesquisa. A autora não promete alegria permanente nem vida sem tristeza. Propõe uma lista de atividades que, segundo estudos, aumentam um pouco e por mais tempo a sensação de bem-estar, desde que feitas de forma regular e com escolha pessoal.

Em linguagem simples, é um manual de hábitos. Cada capítulo apresenta uma estratégia, explica os experimentos por trás dela e sugere exercícios. A maior novidade, na época, era usar a linguagem do laboratório num tema que sempre foi dominado por frases de autoajuda.

O gráfico da pizza: 50, 10 e 40

O ponto mais citado do livro é uma divisão em três fatias. Para a autora, cerca de metade das diferenças de felicidade entre as pessoas seria explicada pela genética, algo como um ponto de partida. Cerca de dez por cento viria das circunstâncias de vida, como renda, casa e cidade. E uns quarenta por cento viria do que a pessoa faz de modo intencional.

A mensagem animadora é a fatia dos quarenta por cento: sobra uma boa parcela que depende de comportamento e pensamento. Não se trata de se tornar outra pessoa, mas de usar bem o espaço de manobra que existe.

Esse gráfico é a ideia mais memorável e também a mais controversa. Quando chegarmos à crítica, veremos que a interpretação matemática dele é discutível, mesmo que a mensagem geral de que hábitos importam tenha apoio.

O ponto de referência de cada um

A autora chama de ponto de referência o nível de felicidade ao qual cada pessoa tende a voltar. Há quem seja naturalmente mais animado e quem pareça mais sério, mesmo em boas fases. Estudos com gêmeos, que o livro cita, sugerem influência de genes nesse temperamento.

Isso lembra aquele colega que ri de tudo e a tia que acha graça de nada. Não quer dizer que um seja bom e o outro ruim. Só mostra que partimos de lugares diferentes, e que comparar o seu humor com o do vizinho pode ser injusto.

O livro destaca que ponto de partida não é destino. Dentro de uma faixa, hábitos conseguem puxar o nível para cima ou para baixo. Quem nasceu mais introspectivo pode ter dias de grande satisfação, desde que cultive o que combina com ele.

Faltam 12 seções e o quiz

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Sobre Sonja Lyubomirsky

Sonja Lyubomirsky é psicóloga americana nascida na Rússia, professora da Universidade da Califórnia em Riverside. Fez doutorado na Universidade Stanford e dedica sua carreira ao estudo da felicidade e de como aumentá-la. Publicou artigos científicos sobre gratidão, gentileza e adaptação às boas experiências. A Ciência da Felicidade saiu em 2007 e foi seguido por outro livro, O Mito da Felicidade, em 2013.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Ciência da felicidade