Uma utopia escrita no pós-guerra
Walden II foi publicado em 1948, três anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo olhava para as ruínas e se perguntava como construir uma sociedade melhor. B. F. Skinner, psicólogo de Harvard, respondeu com um romance: em vez de um tratado, uma comunidade imaginária onde as ideias dele podiam ser vistas funcionando.
O título é uma homenagem ao livro Walden, de Henry David Thoreau, que defendia a vida simples na floresta. Skinner mantém o desejo de viver com simplicidade, mas rejeita o isolamento. Ele propõe uma pequena sociedade planejada, com gente de verdade, trabalho, escolas, festas e regras claras.
O livro é uma ficção, mas funciona como manifesto. Os personagens conversam muito, e as conversas servem para expor argumentos. Por isso vale ler duas coisas ao mesmo tempo: a história do que acontece com os visitantes e as ideias que ela quer defender.
