Todo mundo prevê, quase ninguém confere
Quando alguém diz 'o dólar vai disparar' ou 'esse time cai pra segunda divisão', está fazendo uma previsão. Fazemos isso o tempo todo, no trabalho, na política, no futebol, no bolso. Philip Tetlock e Dan Gardner começam o livro com uma pergunta incômoda: alguém confere se essas previsões acertam?
Na maioria das vezes, não. Comentaristas e analistas falam com confiança, ninguém volta depois pra cobrar, e o público esquece. Como a conta nunca chega, quem erra continua sendo convidado, e quem fala de forma mais dramática costuma aparecer mais.
O livro quer mudar isso. Mostra que prever é uma habilidade que pode ser medida, treinada e melhorada, desde que se aceitem duas coisas: transformar opinião em número e checar o resultado. A tese é otimista, mas com limites que veremos na crítica.
