Um bicho que pode comer quase tudo
O ponto de partida do livro é uma pergunta simples: o que eu vou comer hoje. Um coala nunca precisa se perguntar isso, porque só come folha de eucalipto. O ser humano consegue digerir carne, verdura, grão e laticínio ao mesmo tempo, e essa liberdade toda vira um problema: cada refeição exige uma escolha nova.
Pollan chama isso de dilema do onívoro. Quem pode comer de tudo precisa decidir o que vale a pena comer, e hoje essa decisão passa por um sistema cheio de rótulo, propaganda e informação contraditória, bem diferente da época em que a tradição da família resolvia a escolha sozinha.
Pra entender esse labirinto, o autor decide rastrear quatro refeições até a origem: uma de fast-food, uma comprada num supermercado orgânico, uma que vem de uma fazenda pequena visitada por ele, e uma que ele mesmo caça, coleta e cultiva. A ideia é seguir cada prato pra trás, até chegar na terra, no bicho ou na planta que deu origem a ele.
