15 minutos
Capa do resumo de O Alquimista

Ficção · 15 min

O Alquimista

Paulo Coelho · 1988

Para quem é

Pra você que sente a rotina engolindo aos poucos um sonho antigo e quer ler uma fábula curta sobre escolher entre o conhecido e o incerto. O Alquimista serve também pra quem gosta de história com camada simbólica, sem precisar de teoria pesada pra acompanhar.

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3 ideias pra levar

1

Melquisedeque ensina que a Lenda Pessoal costuma se perder aos poucos, sob camadas de desculpa e rotina, não numa única renúncia grande.

2

No deserto, Santiago aprende que prestar atenção nos sinais pequenos ensina mais do que a teoria dos livros em que o Inglês apostava tudo.

3

Para o livro, o medo de fracassar pesa mais do que o fracasso em si, ideia que o Alquimista repete a Santiago antes da travessia final.

“
No romance, Santiago decide levar a sério um sonho que se repete, e é essa decisão que tira o pastor da rotina conhecida.
Uma ideia de O Alquimista, nas palavras do 15 minutos

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Um pastor andaluz e um sonho que se repete

Santiago é um jovem pastor da Andaluzia, no sul da Espanha. Largou o seminário porque preferia viajar por terras diferentes a passar a vida inteira numa única cidade, mesmo abrindo mão de renda fixa e de um futuro mais previsível. Cuidar de ovelhas dava a ele o que mais valorizava: liberdade para se mover.

Dormindo perto de uma igreja em ruínas com um sicômoro crescendo dentro da antiga sacristia, ele tem duas noites seguidas o mesmo sonho: uma criança o leva até as Pirâmides do Egito e promete mostrar ali um tesouro escondido, mas o sonho sempre é interrompido antes da revelação.

É o tipo de presságio que muita gente esqueceria na correria do dia seguinte. Santiago decide levar isso a sério e procurar quem saiba interpretar sonhos, coisa que os pastores da região não costumam fazer.

A cigana de Tarifa e o preço de decifrar um sonho

Na cidade de Tarifa, Santiago encontra uma cigana disposta a interpretar o sonho, mas que cobra por isso: se o tesouro for encontrado, ela terá direito a uma parte dele. Santiago acha o preço abusivo, já que ela está só oferecendo uma opinião, não um mapa, mas aceita mesmo assim.

A cigana confirma que existe mesmo um tesouro perto das Pirâmides do Egito e que ele precisa ir até lá para encontrá-lo. Não entrega detalhe nenhum a mais, só a confirmação de que o sonho merece ser seguido.

O episódio já mostra um padrão que se repete no livro inteiro: quem ajuda Santiago no caminho costuma cobrar alguma coisa, seja dinheiro, seja trabalho, seja sacrifício. Nada nessa jornada vem de graça, nem mesmo uma simples interpretação de sonho.

O velho da praça e a ideia de Lenda Pessoal

Pouco depois, Santiago é abordado por um homem velho que se apresenta como Melquisedeque, rei de Salém. O velho carrega uma couraça de metal com pedras cravadas e insiste em falar sobre o sonho que ele nem sabia que Santiago tinha tido.

Melquisedeque apresenta a ele a ideia central do livro: toda pessoa carrega uma Lenda Pessoal, aquilo que sempre quis fazer desde jovem, antes de ir acumulando desculpas e medos que empurram esse desejo para o fundo da gaveta. Segundo o velho, existe também um princípio favorável: quando alguém decide de verdade perseguir a própria Lenda Pessoal, as circunstâncias ao redor tendem a se organizar para ajudar.

Como prova de boa fé, o velho entrega duas pedras, Urim e Tumim, uma preta e uma branca, que Santiago pode usar para decidir entre um sim e um não quando a resposta parecer difícil de enxergar sozinho.

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Sobre Paulo Coelho

Paulo Coelho é escritor brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 1947. Antes de se dedicar à literatura, trabalhou como letrista de música popular brasileira, compondo parcerias com nomes como Raul Seixas. Publicou O Alquimista pela primeira vez em 1988, e o livro se tornou um dos títulos brasileiros mais traduzidos da história, com edições em dezenas de idiomas ao redor do mundo. É membro da Academia Brasileira de Letras desde 2002.