Um economista que quase não fala de dinheiro
Freakonomics nasce de uma ideia simples: a economia, no fundo, estuda como as pessoas respondem a incentivos, e isso vale pra bem mais do que bolsa de valores ou salário. O livro usa essa lente pra olhar assuntos esquisitos: trapaça, crime, criação de filhos e até nome de bebê.
Os autores, um economista e um jornalista, partem de uma desconfiança saudável da sabedoria convencional, aquele conjunto de ideias que todo mundo repete sem checar. Em vez de opinião, eles procuram dados, e o método é empírico: olhar o que de fato aconteceu antes de explicar por quê.
O livro não é um tratado de finanças, e sim uma coleção de histórias com um fio condutor. Pense num detetive que, em vez de impressão digital, usa planilha pra descobrir quem está mentindo e por quê. Cada capítulo funciona como um caso, com pergunta, pista e surpresa no final.
