O mito do consumidor que pensa direitinho
Existe uma ideia muito confortável na economia tradicional: a de que a gente pesa custos e benefícios com calma e escolhe o que é melhor pra si. Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental, passou a carreira mostrando que a vida real não funciona assim. A gente decide com pressa, com emoção e com a cabeça cheia de comparações.
O título já entrega a tese. Irracional não quer dizer maluco nem aleatório. Quer dizer que os erros têm padrão: erramos na mesma direção, nas mesmas situações, de um jeito que dá pra prever e até reproduzir em laboratório. É essa previsibilidade que transforma a bagunça das nossas escolhas em assunto de ciência.
Pra provar isso, o livro conta experimentos curtos e criativos, quase todos com estudantes universitários, envolvendo assinaturas de revista, chocolates, cerveja e canetas. Cada capítulo isola um truque da cabeça e mostra como ele aparece no supermercado, no trabalho e até nas relações. Vamos passar pelos principais, um por vez.
