Um médico assustado com as ruas de Paris
Gustave Le Bon escreveu o livro no fim do século 19, numa Europa que via as cidades crescerem, os sindicatos se organizarem, os jornais de massa se multiplicarem e as revoltas populares abalarem governos. A lembrança da Comuna de Paris, de 1871, ainda estava fresca para os franceses.
Para ele, o mundo entrava na era das multidões, em que a opinião de grandes grupos passaria a pesar mais que a dos governantes. A pergunta que o move é prática: como se comporta uma pessoa quando está no meio de muita gente, e como alguém pode lidar com esse fenômeno?
O livro foi um sucesso mundial e virou leitura obrigatória de políticos, publicitários e estudiosos. Mas é preciso lê-lo com cuidado: é um texto de opinião, escrito com muito preconceito de classe e de época.
