O teste em que chimpanzés superam especialistas
Imagine aplicar uma prova de múltipla escolha sobre dados globais para professores universitários, jornalistas, diplomatas e banqueiros. Foi exatamente isso que Hans Rosling fez durante décadas, formulando perguntas básicas sobre extrema pobreza, vacinação infantil, expectativa de vida e alfabetização feminina. O resultado foi desconcertante: na maioria das plateias, os participantes pontuaram pior do que chimpanzés escolhendo alternativas ao acaso.
Se você deixar macacos escolherem bananas com letras de opções da prova, eles acertarão cerca de trinta e três por cento das respostas em questões de três alternativas. Especialistas altamente instruídos cravaram índices de cinco ou dez por cento. O problema da sociedade não é o desconhecimento neutro, mas a posse convicta de visões desatualizadas, impulsionadas por instintos dramáticos e noticiários que sobrevivem do susto permanente.
