Um bebê entregue para adoção e a base de tudo que viria depois
Steven Paul Jobs nasceu em 1955, filho biológico de um casal de estudantes que decidiu entregar a criança para adoção. Foi criado por Paul e Clara Jobs, um casal simples da Califórnia; Paul era mecânico e passou pro filho o gosto de desmontar e montar aparelhos na garagem de casa.
Essa origem marcou Jobs a vida inteira: ele dizia que ser escolhido por pais adotivos era mais importante do que ser fruto de um acidente biológico, mas ao mesmo tempo carregou um medo de abandono que aparece depois no jeito dele tratar relações, inclusive com a própria filha.
A família se mudou pro Vale do Silício quando a região ainda era só pomar e fábrica de peça eletrônica, não o polo de tecnologia que é hoje. Foi ali, cercado de engenheiros aposentados que moravam na vizinhança, que o menino curioso começou a se interessar por eletrônica antes mesmo de virar adolescente.
Já adulto, Jobs foi atrás da própria história biológica e descobriu que tinha uma irmã de sangue, a escritora Mona Simpson, com quem construiu uma relação próxima. Já o pai biológico ele nunca chegou a procurar de verdade, mesmo sabendo que o homem administrava um restaurante que Jobs chegou a frequentar sem saber quem era.
