Da infância na Depressão ao gosto por vender
Sam Walton nasceu em 1918, em Kingfisher, Oklahoma, e passou boa parte da infância em cidades pequenas do Missouri, no meio da Grande Depressão. O pai trabalhava avaliando e cobrando fazenda hipotecada, um trabalho difícil numa época em que quase ninguém tinha dinheiro sobrando. Desde cedo, Walton aprendeu que ganhar um trocado exigia iniciativa: ordenhava vaca, entregava jornal de bicicleta antes da aula e revendia assinatura de porta em porta.
Esse tipo de infância ensina uma lição que muito trabalhador brasileiro reconhece: quem cresce contando centavo não trata dinheiro como algo abstrato. Walton comparava preço de tudo, e desde adolescente já entendia que vender rápido, com margem pequena, podia render mais do que vender pouco e caro.
Depois de se formar na Universidade do Missouri, entrou como trainee na rede de lojas J.C. Penney, em Des Moines. Ali aprendeu, na prática, o passo a passo do varejo: tratar cliente, arrumar vitrine, fechar caixa no fim do dia. Pouco depois, serviu no Exército americano durante a Segunda Guerra Mundial, em funções administrativas dentro dos Estados Unidos, longe do combate direto.
