Uma menina e o vale do Swat
Eu Sou Malala é a autobiografia de uma adolescente paquistanesa que virou símbolo mundial da luta pela educação das meninas. O livro é narrado em primeira pessoa e escrito com a ajuda de uma jornalista britânica, Christina Lamb, que organiza o contexto político e histórico. A voz, porém, é a de Malala, com um tom direto de quem tinha pouco mais de quinze anos quando a história principal acontece.
Ela nasceu em 1997, em Mingora, cidade do vale do Swat, no norte do Paquistão, região de montanhas, rios e pomares. Cresceu numa família do povo pachtun, com regras de honra muito fortes, em que o nascimento de uma menina costumava ser recebido com tristeza, e não com festa. O próprio nascimento dela foi um sinal de que a casa seria diferente.
O nome vem de uma heroína afegã, Malalai, que no século dezenove teria motivado soldados a lutar. Esse nome carrega a ideia de coragem desde cedo, e o livro faz questão de lembrar que a menina cresceu entre histórias de bravura e também entre a dura realidade de uma sociedade conservadora.
