Uma menina da Martinica
A mulher que o mundo conheceu como Josefina nasceu em 1763 com outro nome: Marie-Josèphe-Rose Tascher de La Pagerie, e em casa era só Rose. Veio ao mundo em Les Trois-Îlets, na Martinica, ilha francesa no Caribe, numa família de pequenos proprietários de terras que viviam do açúcar. Era uma crioula, isto é, filha de franceses nascida na colônia.
A biografia de Kate Williams lembra que aquele mundo de plantação se apoiava no trabalho de pessoas escravizadas, e que a riqueza da família dependia desse sistema. O dinheiro era instável: furacões, dívidas e pais pouco hábeis na administração faziam a casa viver no aperto, apesar do sobrenome.
Rose cresceu livre, perto do mar e das árvores, com pouca educação formal. Cantava, dançava e tinha encanto, e o livro sugere que muito do que ela fez depois nasceu dessa combinação de charme natural e urgência por segurança financeira.
