Um livro contado, não exatamente escrito
Jung tinha mais de oitenta anos quando aceitou contar a própria vida, e fez questão de avisar que não ia falar de datas, cargos ou viagens de trabalho como muita gente espera de uma autobiografia comum. Ele queria falar do que chamava de mito interior, a história que só faz sentido por dentro.
Quem organizou esse material foi Aniela Jaffé, colaboradora próxima dele em Zurique, que passou anos ouvindo, anotando e editando o que virou este livro, publicado só depois da morte de Jung, em 1962. É um relato pessoal, escolhido a dedo perto do fim da vida, com uma editora que também decidiu o que entrava e o que ficava de fora, inclusive por pedido da família.
