Um jovem que tem tudo e sente falta de algo
Sidarta vive na Índia antiga, filho de um brâmane respeitado, bonito, inteligente e querido por todos. O amigo Govinda o segue como sombra, e as moças o olham de longe. Do lado de fora, a vida dele está pronta: estudar os textos sagrados, cumprir os rituais e herdar o lugar do pai.
Por dentro, é outra história. Sidarta sente que o conhecimento que recebe não mata a sua sede. Os mestres falam do eu, do universo e do caminho da paz, mas nenhum o leva a viver essa paz. Ele percebe que sabe muito sobre as coisas e pouco sobre si mesmo.
É o rapaz que tem emprego estável, família orgulhosa e diploma, e à noite pergunta pro teto se é só isso. O livro começa nessa inquietação, que não é ingratidão, e sim sinal de que uma pergunta importante ainda não foi feita.
