15 minutos
Capa do resumo de Resiliência: A Ciência de Superar os Maiores Desafios da Vida

Psicologia · 15 min

Resiliência: A Ciência de Superar os Maiores Desafios da Vida

Steven M. Southwick, Jonathan M. DePierro e Dennis S. Charney · 2018

Para quem é

Título original: Resilience: The Science of Mastering Life's Greatest Challenges. Para quem atravessa uma fase difícil, ou quer se preparar para as próximas, e prefere ideias práticas e apoiadas em pesquisa a frases de efeito.

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3 ideias pra levar

1

Para os autores, resiliência é um conjunto de fatores que se treina aos poucos, e não um dom de nascença.

2

Apoio social está entre os protetores mais consistentes: ter com quem contar faz diferença real no estresse.

3

Uma lista de fatores pessoais não pode esconder que renda, moradia e segurança também decidem como alguém atravessa a crise.

“
Valores claros funcionam como bússola quando o chão parece sumir.
Uma ideia de Resiliência: A Ciência de Superar os Maiores Desafios da Vida, nas palavras do 15 minutos

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O que é resiliência, e o que ela não é

Quase todo mundo conhece alguém que passou por perda, doença, violência ou falência e, com o tempo, voltou a se reerguer. Em Resiliência, três psiquiatras e pesquisadores perguntam o que essas pessoas têm em comum. A resposta que o livro constrói não é a de um dom raro, e sim a de um conjunto de fatores que podem ser conhecidos e treinados.

Para os autores, resiliência é a capacidade de se adaptar bem diante de adversidade, trauma ou estresse forte. Isso não quer dizer não sentir dor. Gente resiliente chora, sente medo e tem dias ruins. A diferença está na forma de atravessar o sofrimento e no que se faz depois dele.

Há outro ponto importante: a maioria das pessoas que passa por eventos muito difíceis não desenvolve transtornos duradouros. Essa é uma informação ao mesmo tempo animadora e útil, porque evita a ideia de que todo trauma destrói. Mas o livro não nega que parte das pessoas adoece e precisa de tratamento profissional.

De onde vêm as ideias do livro

A base do livro são anos de pesquisa e de trabalho clínico dos autores, que estudaram tanto o que acontece no cérebro sob estresse quanto como pessoas de carne e osso lidam com a vida. Eles conversaram com sobreviventes de situações extremas, como ex-prisioneiros de guerra do Vietnã e militares de forças especiais, além de pessoas que enfrentaram doenças graves e perdas.

Também reúnem estudos de psicologia, genética, neurociência e saúde. A mistura de histórias com ciência é a marca do texto: cada fator de resiliência vem acompanhado de relatos, resultados de pesquisa e sugestões de prática.

Vale notar que o grupo estudado é peculiar. Pessoas treinadas para missões arriscadas, ou que sobreviveram a prisões, não representam o cidadão comum. O livro tenta traduzir o que aprenderam para situações cotidianas, mas essa ponte nunca é perfeita, e isso aparece na crítica mais adiante.

Outro cuidado de leitura é perceber que o livro mistura três tipos de afirmação: o que a pesquisa sustenta bem, o que sugere de forma preliminar e o que os autores propõem a partir de experiência clínica. Quando o texto soar muito seguro, vale perguntar de qual desses três tipos a frase vem.

Fator 1: otimismo realista

O primeiro fator é o otimismo. Os autores deixam claro que não se trata de pensamento positivo ingênuo, mas de uma confiança razoável de que as coisas podem melhorar e de que vale a pena agir. Pessoas otimistas tendem a procurar soluções, a pedir ajuda e a persistir diante de obstáculos.

O livro cita que o otimismo parece ter componentes herdados e aprendidos. Quem nasce mais pessimista não está condenado: dá para treinar o hábito de perceber o que está sob controle, de questionar conclusões catastróficas e de olhar para o que ainda funciona. Isso é diferente de negar riscos.

Para o dia a dia, imagine alguém que perdeu o emprego. O pessimista de plantão diz que nunca mais vai arrumar nada. O otimista realista admite que o momento é duro, mas faz uma lista de contatos, atualiza o currículo e pede indicação. A mudança de postura não garante vaga, mas aumenta a chance de ação.

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Sobre Steven M. Southwick, Jonathan M. DePierro e Dennis S. Charney

Steven Southwick é psiquiatra americano, professor da Universidade Yale e pesquisador de estresse, trauma e resiliência. Dennis Charney é psiquiatra e pesquisador de transtornos de humor e ansiedade, e foi decano da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, em Nova York. Jonathan DePierro é psicólogo clínico e pesquisador do trauma. O livro foi lançado em 2012 por Southwick e Charney e ganhou segunda edição em 2018, com a participação de DePierro.

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Categoria:
Psicologia