Um cérebro antigo numa vida de hoje
A premissa do livro é simples e ao mesmo tempo incômoda: o cérebro humano foi moldado por milhões de anos de evolução para sobreviver, não para ser feliz. Ele cuida de nos manter vivos, alimentados e protegidos, e por isso reage a quase tudo como se fosse uma ameaça que pede prontidão.
O problema é que nossa vida atual mudou depressa demais. O alarme que servia para fugir de um predador agora dispara com o e-mail do chefe, o trânsito na marginal ou a mensagem sem resposta no grupo da família. O corpo se prepara para brigar ou correr, mas não há onde correr.
Rick Hanson, psicólogo, e Richard Mendius, neurologista, propõem juntar duas tradições para lidar com isso: a ciência do cérebro e as práticas contemplativas do budismo, usadas aqui como ferramentas de treino mental, sem exigir que o leitor adote nenhuma religião.
