Nota alta não é garantia de vida boa
Durante décadas, o quociente de inteligência foi tratado quase como destino: quem tirava nota alta em prova de lógica e raciocínio parecia destinado ao sucesso profissional e pessoal. Goleman reúne décadas de pesquisa pra mostrar que essa conta não fecha sozinha.
Ele descreve casos de gente brilhante nos estudos que se atrapalha justamente nas situações mais comuns da vida adulta: discussão de casal, conflito no trabalho, decisão tomada sob pressão. O problema não era falta de inteligência técnica, era falta de outro tipo de habilidade, tão real quanto a primeira.
Um exemplo fácil de reconhecer: aquele colega brilhante que resolve qualquer problema técnico complicado sozinho, mas explode com o time por qualquer atraso pequeno, prejudicando o próprio trabalho no fim das contas. Com o tempo, o time inteiro passa a evitar levar problema até ele, mesmo sabendo que ele resolveria rápido, só pelo medo da explosão.
Goleman não descarta a importância do raciocínio lógico, ele só argumenta que essa outra habilidade, historicamente ignorada nas escolas e nas empresas, pesa tanto quanto, e em algumas situações pesa até mais, na hora de definir como alguém realmente se sai na vida.
