Amor não é sorte, é arte que se aprende
A maioria das pessoas trata o amor como coisa de sorte: você cai de amores, encontra a pessoa certa, ou não encontra, e aí é falta de sorte mesmo. Fromm começa o livro atacando essa ideia de frente. Pra ele, amar é uma arte, no mesmo sentido que tocar violão é uma arte: exige teoria e prática, não só vontade.
Isso muda a pergunta que a gente costuma fazer. Em vez de perguntar por que a pessoa certa ainda não apareceu, a pergunta vira: eu realmente aprendi a amar, ou só aprendi a querer ser amado? A maior parte do esforço das pessoas vai pra ficar atraente e ser escolhido, e quase nada pra desenvolver a própria capacidade de amar.
O autor compara a busca do amor à busca de qualquer outra habilidade complexa: ninguém espera tocar piano bem sem estudar teoria e treinar todo dia. Só que, com o amor, as pessoas esperam que baste sentir a coisa certa, como se o sentimento sozinho bastasse pra sustentar uma relação ao longo dos anos.
