A ideia incômoda: estamos vivendo a época menos violenta da história
Pergunte a qualquer pessoa se o mundo está mais violento hoje do que há cem anos: a resposta quase sempre é sim. Steven Pinker vai na contramão dessa sensação: olhando os números de longo prazo, a chance de qualquer pessoa morrer de forma violenta, seja em guerra, crime ou punição do Estado, caiu de forma consistente ao longo dos séculos.
Isso não significa que a violência acabou. Significa que, medindo mortes violentas em proporção da população de cada época, um morador de qualquer grande cidade hoje, incluindo no Brasil, corre risco menor de morrer de forma violenta do que um camponês medieval ou um soldado europeu do século 17.
A confusão nasce da comparação por sensação, não por número: o noticiário mostra a violência de hoje ao vivo, com rosto e nome, enquanto a violência do passado vira estatística fria de livro de história. Comparar taxa com taxa, século com século, é o que sustenta a tese do autor.
