Um ajudante de obra hoje vive melhor que um rei de antigamente
Pega um trabalhador que ganha salário mínimo numa cidade média brasileira e compara com um rei do século dezoito. O rei tinha castelo e criados, mas não tinha luz elétrica, remédio pra infecção simples nem como ligar pra um parente distante. O trabalhador de hoje tem tudo isso ligando um interruptor, abrindo a geladeira ou discando um número no celular.
Pra Ridley, essa comparação é o argumento central do livro. Ele defende que a humanidade está objetivamente melhor hoje do que em qualquer outro momento da história, mesmo com os problemas que ainda sobram, porque mais gente tem acesso a comida, saúde e conforto do que em qualquer século anterior.
O autor não credita essa melhora à sorte nem a um governo específico. Ele credita a um mecanismo simples que se repete desde antes da agricultura: uma pessoa troca o que sabe fazer bem pelo que outra pessoa sabe fazer bem, e as duas saem ganhando. É esse mecanismo que o livro inteiro vai rastrear, da pré-história até hoje.
