Marketing também é uma guerra
Quando Al Ries e Jack Trout propõem tratar o marketing como guerra, não estão falando de agressividade gratuita. Estão dizendo que disputar a preferência de um consumidor se parece com disputar território: há um adversário, há recursos limitados e há erros que custam caro. O estrategista de marketing, nessa visão, precisa pensar como um comandante antes de pensar como vendedor.
Essa comparação é útil porque tira o mercado da ilusão de que basta fazer um bom produto. Um produto excelente que ninguém lembra não ganha batalha. Quem vence costuma ser quem entende o terreno, conhece a força do rival e escolhe onde lutar.
No bairro, pense na padaria nova que abre do lado da mais antiga. Ela não ganha porque o pão é melhor; ganha se encontrar um jeito de ser lembrada pelo que a outra não oferece. É uma batalha pequena, mas a lógica é a mesma das grandes campanhas nacionais.
Vale tomar cuidado para não levar a metáfora ao pé da letra. O objetivo não é destruir o concorrente, e sim conquistar uma posição que traga clientes de forma duradoura. A guerra, aqui, serve para organizar o pensamento, não para justificar qualquer ataque.
