Por que alguns produtos viram parte da sua rotina
Você abre o celular sem ter decidido abrir. O dedo vai sozinho para o mesmo aplicativo, no mesmo horário, muitas vezes sem nenhum objetivo claro. Nir Eyal parte dessa cena banal para fazer uma pergunta de negócio: por que alguns produtos entram na vida das pessoas a ponto de virar hábito, enquanto a maioria é baixada, usada duas vezes e esquecida?
A resposta do livro é que esses produtos seguem um desenho. Quando um serviço consegue ser lembrado sem propaganda constante, ele deixou de depender da decisão consciente do cliente. O hábito, aqui, é um comportamento que acontece com pouco ou nenhum raciocínio, e isso vale ouro para quem vende alguma coisa.
O autor chama o desenho de modelo do gancho, uma sequência de quatro etapas que se repete em ciclos: gatilho, ação, recompensa variável e investimento. O livro é escrito para quem cria produtos, mas serve também para quem usa, porque enxergar o mecanismo muda o jeito de olhar o próprio celular.
