A tese: quem decide é a parte antiga do cérebro
Você já tentou convencer alguém com bons argumentos, números organizados e uma apresentação caprichada, e ouviu um simpático vou pensar? O Código da Persuasão, de Christophe Morin e Patrick Renvoisé, parte justamente dessa frustração. A ideia dos autores é que a gente passa tempo demais falando para a parte do cérebro que raciocina, quando quem dá a palavra final é outra.
Segundo eles, as decisões de compra e de adesão são tomadas por uma parte antiga do cérebro, ligada à sobrevivência, que reage rápido, sente antes de pensar e não se impressiona com planilha. O raciocínio lógico entra depois, para justificar o que a intuição já escolheu. É a velha cena do cliente que compra com o coração e depois explica com a cabeça.
O livro vende o neuromarketing como caminho para falar com essa instância. Ele reúne um método de passos e seis estímulos que, na visão dos autores, fazem uma mensagem chamar atenção e ser lembrada. Vale lembrar que as afirmações têm a assinatura de uma consultoria que vende esse método, e voltaremos a isso na crítica.
