Uma aposta numa noite de tempestade
Frankenstein nasceu de um desafio. No verão de 1816, uma jovem inglesa de dezoito anos, Mary Shelley, estava numa casa perto do lago de Genebra com o poeta Percy Shelley, o escritor Lord Byron e o médico John Polidori. A chuva forte os prendia dentro de casa, e Byron propôs que cada um escrevesse uma história de fantasmas.
Mary passou dias sem ideia, até que uma conversa sobre experimentos com eletricidade e vida a levou a uma espécie de sonho acordado: um estudante pálido, ajoelhado ao lado de uma coisa que ele montou, vendo-a abrir os olhos. Dali saiu o romance, publicado em 1818, sem o nome dela na capa, com o subtítulo de O Prometeu Moderno.
O livro tem pouco do monstro verde com parafusos no pescoço que o cinema popularizou. É uma história mais triste e mais filosófica, sobre responsabilidade, solidão e as consequências do que a gente cria.
