Marselha, 1815: um homem no auge da felicidade
A história começa com um jovem que tem tudo pra dar certo. Edmond Dantès tem dezenove anos, é imediato do navio Pharaon, acaba de chegar de viagem e está prestes a ser promovido a capitão. Tem um pai idoso que o adora, é querido pelo armador, o senhor Morrel, e vai se casar com Mercédès, jovem de uma comunidade de pescadores da cidade.
A felicidade dele é simples e merecida, e justamente por isso incomoda alguns. Na viagem de volta, o capitão do navio morreu, e Edmond assumiu o comando, tomou boas decisões e passou numa ilha, Elba, onde cumpriu um último pedido do capitão: receber uma carta e levá-la a Paris.
Aquilo parecia só um favor. Mas estamos num momento delicado da França, com Napoleão exilado e um rei recém-recolocado no trono. Quem carrega um recado do imperador pode estar entregando uma sentença contra si mesmo.
