O especialista em usabilidade que mudou de ideia
Donald Norman ficou famoso por um livro sobre portas que a gente puxa quando deveria empurrar. Ele defendia que bons objetos precisam ser fáceis de entender e usar, e que a culpa por um erro, na maioria das vezes, é do design e não do usuário. A utilidade ficava em primeiro plano. O resultado é uma mudança de tom que surpreendeu leitores acostumados ao rigor funcional dos livros anteriores.
Anos depois, ele resolveu corrigir a rota. Em Emotional Design, de 2004, admite que havia dado pouca atenção à beleza e às emoções. Observou que as pessoas escolhem e usam objetos por razões que vão muito além da função, e que objetos agradáveis, com personalidade, podem funcionar melhor.
A tese do livro cabe em uma frase: coisas atraentes funcionam melhor. Não porque a beleza conserte defeitos, mas porque o estado emocional da pessoa muda o modo como ela pensa, aprende e resolve problemas.
O livro mistura psicologia, neurociência, design e histórias do cotidiano para sustentar esse argumento.
