15 minutos
Capa do resumo de Os Inovadores

Tecnologia e futuro · 15 min

Os Inovadores

Walter Isaacson · 2014

Para quem é

Pra você que usa celular, internet e computador todo dia e nunca parou pra pensar de onde isso veio. Também serve a quem trabalha em equipe e quer entender como boas ideias nascem em grupo.

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3 ideias pra levar

1

A inovação raramente cabe numa pessoa só: costuma exigir quem imagina, quem constrói e quem organiza a turma.

2

Um ambiente onde o chefe afasta os melhores talentos deixa de ser dono deles, e a indústria inteira aproveita a saída.

3

Para o autor, o futuro mais promissor está na parceria entre pessoa e máquina, e não na troca de uma pela outra.

“
Quando uma ideia depende de muita gente, o crédito vira disputa, e quem cuida dele cedo evita brigas depois.
Uma ideia de Os Inovadores, nas palavras do 15 minutos

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Ninguém inventou o computador sozinho

A imagem que a gente carrega na cabeça é a do gênio solitário: um sujeito numa garagem, uma ideia que cai do céu, uma fortuna no fim. Walter Isaacson passou anos entrevistando gente da era digital e chegou à conclusão oposta. A revolução dos computadores, dos celulares e da internet saiu de equipes, de redes de amigos e de rivais que se copiaram, se corrigiram e às vezes se processaram.

O livro conta essa história em ondas, desde a primeira mulher a enxergar o que uma máquina de calcular poderia virar até os fundadores do Google e da Wikipédia. Em quase todos os capítulos aparece o mesmo padrão: alguém tem a visão, outro sabe construir, um terceiro sabe organizar a turma e vender a ideia. Quando falta uma dessas peças, a invenção fica na gaveta.

É por isso que ele insiste em contar muita gente, e não só os nomes famosos. Pense num projeto de fim de semana com os colegas do bairro: ninguém faz tudo, mas todo mundo muda o resultado. Para Isaacson, o mundo digital funciona assim, só que em escala de décadas e de países.

Ada Lovelace e a ciência com poesia

A história começa no século dezenove, com Ada Lovelace, filha do poeta Lord Byron. A mãe dela, preocupada com o temperamento do pai, a empurrou para a matemática. O resultado foi uma mente que unia números e imaginação, coisa que o livro trata como a marca de todos os grandes inovadores que vêm depois.

Ela conheceu Charles Babbage, que projetou a Máquina Analítica, um calculador mecânico que nunca chegou a ser construído por inteiro. Ada traduziu um artigo sobre a máquina e acrescentou notas bem maiores que o texto original. Nelas, descreveu uma sequência de instruções para a máquina calcular uma série de números, hoje lembrada como um dos primeiros algoritmos pensados para um computador.

O mais ousado foi o salto conceitual. Ada percebeu que, se a máquina manipulava símbolos, ela não precisava se limitar a contas: poderia, em tese, lidar com música ou qualquer coisa que se traduzisse em símbolos. Ao mesmo tempo, ela afirmou que a máquina só faria o que lhe mandassem. Essa dúvida sobre pensamento de máquina volta no fim do livro.

As máquinas de calcular e as mulheres do ENIAC

Entre Ada e a era moderna, o livro mostra como a necessidade empurrou a técnica. Os cartões perfurados, vindos dos teares, ajudaram a organizar o censo americano de 1890. Durante a Segunda Guerra, os militares precisavam calcular trajetórias de artilharia depressa, e o dinheiro da guerra bancou projetos que antes seriam só curiosidade acadêmica.

Nesse caldo aparecem Howard Aiken em Harvard, o alemão Konrad Zuse trabalhando isolado, e John Atanasoff, que montou um calculador eletrônico em Iowa. John Mauchly visitou Atanasoff e depois, com Presper Eckert, construiu o ENIAC na Universidade da Pensilvânia, um gigante cheio de válvulas. Isaacson conta a disputa sobre quem merece o crédito e lembra que uma decisão judicial dos anos setenta derrubou a patente do ENIAC.

Há ainda um detalhe que costuma ficar fora dos livros de história: seis mulheres foram escolhidas para programar a máquina, ligando cabos e ajustando chaves sem manual nenhum. Faziam um trabalho tido como secundário, mas foram elas que descobriram como fazer o equipamento realmente funcionar. O livro defende que isso marcou a área por muito tempo: o software foi menosprezado até se tornar o centro do negócio.

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Sobre Walter Isaacson

Walter Isaacson é jornalista e biógrafo americano. Foi editor da revista Time e presidente da CNN, e depois dirigiu o Instituto Aspen. É autor de biografias de Benjamin Franklin, Albert Einstein, Steve Jobs e Leonardo da Vinci. Escreveu também sobre Elon Musk e sobre a cientista Jennifer Doudna.

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