Ninguém inventou o computador sozinho
A imagem que a gente carrega na cabeça é a do gênio solitário: um sujeito numa garagem, uma ideia que cai do céu, uma fortuna no fim. Walter Isaacson passou anos entrevistando gente da era digital e chegou à conclusão oposta. A revolução dos computadores, dos celulares e da internet saiu de equipes, de redes de amigos e de rivais que se copiaram, se corrigiram e às vezes se processaram.
O livro conta essa história em ondas, desde a primeira mulher a enxergar o que uma máquina de calcular poderia virar até os fundadores do Google e da Wikipédia. Em quase todos os capítulos aparece o mesmo padrão: alguém tem a visão, outro sabe construir, um terceiro sabe organizar a turma e vender a ideia. Quando falta uma dessas peças, a invenção fica na gaveta.
É por isso que ele insiste em contar muita gente, e não só os nomes famosos. Pense num projeto de fim de semana com os colegas do bairro: ninguém faz tudo, mas todo mundo muda o resultado. Para Isaacson, o mundo digital funciona assim, só que em escala de décadas e de países.
