Um livro escrito a seis mãos
O livro reúne três autores de perfis muito diferentes: um estadista, um empresário de tecnologia e um cientista da computação. Henry Kissinger foi secretário de Estado dos Estados Unidos, Eric Schmidt comandou o Google, e Daniel Huttenlocher dirige uma faculdade de computação do MIT. A mistura dá ao texto um alcance incomum.
A pergunta que os guia é ampla: o que muda na história humana quando máquinas passam a tomar decisões, a descobrir padrões e a produzir conhecimento sem que consigamos explicar como? Eles não pretendem ensinar a programar, mas provocar uma discussão sobre política, ética e identidade.
Publicado em 2021, antes da chegada dos assistentes conversacionais que viralizaram depois, o texto tem tom de ensaio, não de manual técnico. É melhor lido como um mapa de preocupações e perguntas do que como previsão exata do que vem, e esse é o espírito deste resumo.
Vale ainda registrar o contexto de produção: o livro nasceu de conversas de anos entre os três, em que cada um trouxe sua bagagem. Kissinger pergunta pelo sentido histórico, Schmidt pelo potencial econômico, Huttenlocher pela técnica. O resultado é uma obra que equilibra visão de mundo e conhecimento técnico, ainda que sem aprofundar nenhum dos lados.
