O dia em que os amigos de direita sumiram
Eli Pariser tinha o costume de acompanhar pessoas de opiniões variadas nas redes sociais. Era um ativista progressista, mas gostava de ler também o que pensavam seus conhecidos conservadores. Um dia reparou que as postagens deles tinham sumido do seu feed, sem aviso nem explicação. Parece detalhe, mas esse tipo de ajuste silencioso acontece milhões de vezes por dia em todo o mundo.
O que aconteceu foi simples. O sistema da rede social percebeu que ele clicava mais nos links de gente que pensava como ele e passou a mostrar só esse tipo de conteúdo. Ninguém decidiu apagar os outros, o algoritmo apenas cortou o que parecia menos interessante.
Dessa observação nasceu o livro, publicado em 2011. A tese é que a internet personalizada nos coloca numa bolha feita sob medida, que ele chamou de bolha de filtros, e que essa bolha muda o que sabemos sobre o mundo sem que a gente perceba.
O ponto central é o de um filtro invisível: o conteúdo que você vê já passou por uma seleção que você não pediu e da qual não tem notícia.
