Uma máquina que conversa e muda as regras
Ethan Mollick abre o livro contando que ficou noites sem dormir depois de testar um chatbot de inteligência artificial moderno. A máquina escrevia, resumia, programava e discutia ideias com uma desenvoltura que ele não esperava ver tão cedo. Para o autor, estamos diante de uma tecnologia de uso geral, parecida com a eletricidade ou a internet, e não de mais um aplicativo.
A tese que dá nome ao livro é a de cointeligência: em vez de enxergar a IA como substituta ou como brinquedo, a proposta é trabalhar junto com ela, somando o que cada lado faz bem. O livro é escrito para quem não é técnico, com linguagem de conversa e exemplos de escritório, escola e criação.
Vale avisar que o assunto muda rápido. Os exemplos do livro são do começo da onda dos grandes modelos de linguagem, e as ferramentas de hoje já são outras. O que dura é o raciocínio de como se relacionar com elas.
Pense num exemplo de rotina: a dona de uma pequena confeitaria que precisa responder clientes no WhatsApp, montar o cardápio da semana e escrever uma legenda para a rede social. Antes, cada uma dessas tarefas consumia uma tarde. Com um assistente, o primeiro rascunho sai em minutos, e o trabalho dela passa a ser decidir e ajustar.
