Uma história do mundo contada a partir do meio do mapa
A maioria dos livros de história que a gente aprendeu na escola segue um caminho parecido: começa na Grécia, passa por Roma, some por uns mil anos e reaparece na Europa da Renascença, como se o resto do planeta tivesse ficado parado esperando. Frankopan propõe o contrário: por boa parte da história humana, o verdadeiro centro de riqueza, comércio e invenção não morava em Londres, Paris ou Roma, morava no corredor de terra entre o Mediterrâneo e a China, passando pela Pérsia, pela Ásia Central e pelo Oriente Médio.
É por isso que o livro se chama 'O Coração do Mundo': essa faixa de território, hoje vista como periferia distante nos telejornais, foi durante séculos o lugar por onde passava quase tudo que importava, dinheiro, ideias, exércitos, religião e conhecimento.
O argumento não é que a Europa nunca teve importância, é que ela virou protagonista tarde, por um motivo específico que o livro explica mais adiante.
