Um repórter que viu por dentro
William Shirer não escreveu este livro só de memória. Foi correspondente americano em Berlim entre 1934 e 1940, contratado pela rádio CBS, e acompanhou de perto comícios, discursos e o medo que tomava conta das ruas ano após ano. É diferente de um historiador que estuda o período décadas depois: ele viu o processo andar em tempo real.
O diferencial do livro é juntar essa vivência a uma pilha de documentos que só ficou disponível depois da guerra: os arquivos do governo alemão, apreendidos pelos Aliados e usados como prova em Nuremberg. Atas, telegramas, ordens militares, diários de hierarcas do partido. Shirer passou anos dentro desse material antes de publicar o livro, em 1960, quinze anos depois do fim da guerra, juntando testemunho ocular com prova documental.
