Londres, ano 632 depois de Ford
A história se passa num futuro distante, em Londres, no ano 632 depois de Ford. O calendário muda porque o herói de culto desse mundo é Henry Ford, o fabricante de automóveis, que inventou a linha de montagem. As pessoas fazem o sinal do T, em vez do sinal da cruz, e dizem Nosso Ford onde antes diziam Nosso Senhor.
O planeta é governado por um Estado mundial cujo lema é Comunidade, Identidade, Estabilidade. Não há guerra, fome, doença ou velhice dolorosa. Todos têm trabalho, comida, lazer e prazer. Em troca, ninguém tem família, religião, livros antigos ou liberdade de escolher o próprio destino.
O romance abre num centro de reprodução, onde um diretor mostra a visitantes jovens como o sistema funciona. A cena parece uma visita escolar, mas mostra aos poucos o preço da felicidade fabricada.
