15 minutos
Capa do resumo de Aceitação Radical

Saúde mental · 15 min

Aceitação Radical

Tara Brach · 2003

Para quem é

Pra você que vive se cobrando, sente que nunca é bom o bastante e quer aprender a lidar com vergonha, medo e autocrítica sem guerra interna. É um livro de inspiração espiritual, mas com exercícios que servem a quem não é religioso.

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3 ideias pra levar

1

A sensação de não ser suficiente funciona como um filtro que a gente nem nota, e enxergá-lo já enfraquece parte do seu poder.

2

Aceitar o que se sente não é se conformar com o que se vive: é o primeiro passo para decidir o que mudar.

3

Atenção sem carinho vira vigilância, e carinho sem atenção vira consolo vazio; o livro defende as duas coisas juntas.

“
Entre a mensagem que te irrita e a resposta que você digita, cabe uma respiração, e é nela que mora a sua escolha.
Uma ideia de Aceitação Radical, nas palavras do 15 minutos

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A transe de não ser suficiente

Tara Brach abre o livro com uma observação que muita gente reconhece: a sensação de que há algo errado com a gente. Não é um pensamento claro, é um pano de fundo. Um zumbido que diz 'poderia ser mais magro, mais calmo, mais produtivo, uma mãe melhor, um filho melhor'. Ela dá a isso o nome de transe da insuficiência.

Transe, porque funciona como hipnose: você olha o mundo por esse filtro sem perceber que há um filtro. Passa o dia comparando-se com o colega promovido, com a vizinha que parece ter tudo em ordem, com a versão ideal de si mesmo que nunca aparece. A cada falha, o zumbido ganha volume.

A tese é que esse transe é a raiz de muito sofrimento cotidiano: a autocrítica, a ansiedade de desempenho, o vício em agradar. E que sair dele não passa por consertar tudo, mas por aprender a olhar a própria experiência de outro jeito.

De onde vem a sensação de ser defeituoso

O livro aponta várias fontes. Uma é a infância: criança lê a reação dos adultos e conclui que, se o pai fica bravo ou a mãe se afasta, o problema está nela. Outra é a cultura de desempenho, que mede o valor de alguém pelo salário, pelo corpo e pela casa. Há ainda raízes biológicas, já que o cérebro humano presta mais atenção ao que ameaça do que ao que vai bem.

Para entender isso, imagine a menina de uma família em que o afeto vinha como prêmio por boa nota. Adulta, mesmo com carreira sólida, qualquer elogio parece conta a pagar, e qualquer erro, prova de que ela não presta. A sensação é antiga, mas funciona como se fosse de hoje.

Reconhecer a origem não serve para culpar ninguém. Serve para tirar a vergonha do centro e perceber que muita gente carrega a mesma história, o que já alivia o isolamento.

O que aceitação radical não é

A expressão causa ruído. Aceitar, para Brach, não é achar bom o que dói, nem se conformar com injustiça, nem desistir de mudar a vida. É reconhecer com clareza e carinho o que está acontecendo agora, por dentro e por fora, em vez de lutar contra o fato.

Quem está num emprego que o adoece pode aceitar que está exausto e furioso, e só então decidir pedir transferência ou procurar outra vaga. Quem não aceita o que sente costuma ficar paralisado entre brigar consigo e fingir que está tudo bem.

A palavra 'radical' vem de raiz: aceitar na raiz, inclusive o lado que a gente rejeita. Por isso o livro fala tanto de medo, vergonha e raiva, as emoções que mais tentamos expulsar e que, expulsas, voltam por outra porta.

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Sobre Tara Brach

Tara Brach é psicóloga clínica e professora de meditação nos Estados Unidos. Fundou, em 1998, a Comunidade de Meditação Insight de Washington, onde dá palestras e cursos que também circulam em podcast. Antes disso, morou em uma comunidade de yoga e meditação por cerca de dez anos. Aceitação Radical foi seu primeiro livro, lançado em 2003, e foi seguido por outros sobre o mesmo tema.

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Categoria:
Saúde mental
Faz parte das Jornadas:
Cuidar da mente